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Apresento-vos o meu armário, ocupa uma parede inteira, do chão até ao tecto. As portas são brancas com puxadores de metal e por dentro é todo em madeira. Além de roupa guardo livros, mochilas, equipamento para acampar, apontamentos da escola, etc. Tem tanto espaço que nunca o consegui encher completamente. Periodicamente, talvez uma vez por ano livro-me da tralha que se vai acumulando. O post de hoje é sobre a aventura de destralhar e organizar de maneira diferente o meu armário. Wish me luck.

 

 

Comecei por uma ponta (é o que eu faço sempre que tenho uma grande tarefa em mãos), neste caso pelo canto superior direito. Foi simples, tirei as caixas para baixo (uma com a colecção completa do “Clube das Chaves”, uma com os meus livros de miúda, uma com quadros antigos e uma de cartas Magic), limpei tudo e voltei a colocar tudo no local. De seguida limpei a prateleira vazia onde costumo guardar os cobertores e edredons. Fácil, o pior ainda estava para vir.

 

Anteriormente tinha a roupa separada por inverno/verão, mas como acabava por usar roupa de um lado e de outro, todo ano, decidi mudar o meu paradigma de organização. Agora vou passar a ter a roupa a roupa de Senhora de um lado e as outras coisas do outro. Acho que o armário vai passar a reflectir melhor esta nova fase da minha vida e simplificar a tarefa de me vestir pela manhã.

 

Tirei a roupa toda para fora, separei-a em diversas categorias, esvaziei as gavetas, limpei tudo e recomecei a encher.

A primeira coisa a entrar foram cabides de madeira, gosto mesmo deles, acho que a roupa fica com melhor aspecto quando está pendurada em cabides de madeira. Depois calças, camisas e vestidos. Nas gavetas pus camisolas, vestidos quentes e acessórios de inverno, como tenho muitas gavetas consegui separar tudo por estação. Nesta parte do armário guardei também o meu kimono, o fato de Kung Fu e calças de equitação (tudo desportos de que eu gostei muito e que agora não pratico).

 

 

Próxima fase. Foi um bocadinho mais assustadora porque a roupa que estava a mais na fase anterior transitou e amontuou-se deste lado do armário tornando tudo muito mais caótico. Comecei por cima, é aqui que tenho guardados coisas da escola, desde o infantário até ao secundário. Não guardei tudo, credo! Apenas os cadernos mais marcantes, trabalhos, testes onde tive boas notas, os meus livros do intercambio, desenhos que fui fazendo e CD’s. Desta tralha toda apenas vou por para a reciclagem um calendário antigo e as revistas da “Surf Portugal” (guardei apenas a primeira que comprei, num longínquo 2005). Seguinte, como de costume, esvaziar tudo, limpar e voltar a rechear. Primeiro os pijamas, depois t-shirts, vestidos de verão, camisolas de inverno, a farda dos escuteiros, o fato de surf (tenho curiosidade em ver se caibo lá dentro, mas também tenho um bocadinho de medo de experimentar), e mesa de cabeceira.

 

 

Next. Deste lado do armário é onde guardo mais uns quantos livros, os casacos, mochilas e sacos diversos, loiças e coisas do enxoval, etc. Já foi tudo reduzido ao mínimo portanto foi basicamente limpar e voltar a por no sitio. (foto assim que o meu portátil voltar a funcionar)

 

E pronto, agora tenho o quarto num caos mas o armário está perfeitamente arrumado e limpo.

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Uma verdadeira Senhora, daquelas mesmo à séria é também uma dona de casa exemplar. Aproveitei o fim de semana para por esta faceta de ser Senhora em prática e aprimorar os meus dotes. Comecei por arrumar a cozinha, pus a loiça na maquina, limpei o fogão (que estava coberto por uma película ressequida), limpei as bancadas, lavei tachos e varri o chão. Isto foi na sexta, passados 3 dias posso dizer que a cozinha já voltou ao seu estado habitual (pouco recomendável a pessoas sensíveis). Continuando, pus também roupa a lavar talvez pela segunda vez desde que estou nesta casa. Duas máquinas de roupa depois posso dizer que foi um sucesso. Além da roupa estar limpa e cheirar (moderadamente) bem ainda preserva as suas cores originais. Entretanto, nas pausas do estudo, fui pondo as coisas do meu quarto e da sala no lugar e limpando as superfícies horizontais. Varri o chão umas 3 vezes (é triste ter aspiração central que não funciona) e passei com uma esfregona. Por ultimo limpei a casa de banho, que não é uma tarefa que me desagrade particularmente (deve ser por meter água).

 

Como resultado tenho um apartamento imaculadamente limpo e arrumado (menos a cozinha). Aposto este estado só vai durar até o meu roomate chegar a casa.

 

 

Não é preciso dizer que isto aconteceu porque tenho que estudar.

 

Também fiz uma pizza caseira, porque uma boa dona de casa sabe cozinhar e esparguete com atum não conta.

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Estou de volta à terrinha, isto também significa que estou de volta ao quarto onde vivi a maior parte da minha vida. Como passei 6 meses fora e este semestre andei mais por Lisboa que por cá, além da tralha que se foi acumulando, senti uma falta de ligação entre o meu quarto e a pessoa que sou hoje.

Mais do que parecer, ser Senhora é uma forma de estar na vida. É uma atitude que se reflecte em todos os ambientes com que a Senhora em questão está em contacto.  E haverá algum espaço mais pessoal que o quarto?

 

Aquilo que procurava era que o meu quarto reflectisse a Senhora em que me procuro tornar e o que começou por ser apenas uma arrumação normal tornou-se num destralhamento intensivo. Quem olha não nota grandes diferenças, afinal os móveis continuam no mesmo sitio e os quadros são os mesmos. Mas dentro do armário há uma grande diferença, montes e montes de tralhas, roupas, tralhas, papeis e mais tralhas da minha adolescencia foram postos num monte para dar ou então foram para o lixo.

 

É claro que a maior diferença é na estante dos livros. Além de ter posto numa caixa livros de criança que provavelmente nunca mais vou ler também alterei a ordem deles. Agora, nas prateleiras mais acessíveis estão os livros a que quero dar mais importância nesta nova fase: livros técnicos ou que ensinem alguma coisa concreta, clássicos e livros de fantasia mesmo muito bons.

 

 

 

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