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Paris, a cidade da luz. A cidade do romance, da moda e da arte! A cidade da torre Eiffel, da catedral de Notre-Dame, do Arco do Triunfo, do Louvre e dos Champs Elisées! Haverá cidade mais senhorial que esta? A cada esquina há uma galeria ou um museu, as montras são obras de arte, as pessoas vestem-se com classe e estilo. Paris, a cidade onde seja dia ou seja  noite, há sempre coisas interessantes a acontecer.

 

O fim de semana passado estive em Paris para o aniversário de um amigo. Não estive em nenhum sitio emblemático. Em quatro dias, o único vislumbre que tive da torre Eiffel foi este:

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Apenas fiz uma atividade digna de ser relatada no blog, visitei a exposição de Mariano Fortuny no Museu da Moda da Cidade de Paris.

 

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O que acham da evolução do conceito de beleza feminina nos últimos 100 anos?

 

Mariano Fortuny (1871 - 1949) foi um estilista, pintor e inventor espanhol radicado em Veneza, conhecido pelos seus vestidos de seda plissados e pelos estampados em veludo. Os vestidos produzidos por Fortuny foram revolucionários ao libertarem as formas femininas, são de tal qualidade que  continuam perfeitos quase um século depois (pelo menos daquilo que dava para ver nas vitrines) e até hoje, foi impossível replicar a técnica de plissar seda utilizada por ele. Muitos dos designs são intemporais e eu, sinceramente, gostava de experimentar alguns dos vestidos. Para ficarem com uma ideia, os preço de venda dos vestidos remanescentes começa nos 14.500€ (o que equivale a 362 vestidos da Zara). 

 

A imagem a cima é da minha parte preferida da exposição. É um conjunto dos dois designs mais emblemáticos de Fortuny, um vestido Delphos e um casaco em veludo estampado. O que me impressionou foi o do contraste entre o masculino e o feminino, entre a delicadeza e leveza do vestido e a solidez protetora e aconchegante do casaco. O impacto foi ainda maior ao aperceber-me que esta composição não se limita ao séc. XX e que o conceito pode ser transposto para os dias de hoje.

 

Em relação ao Tesla mencionado no titulo, fiz um test-drive no lugar de pendura durante 40 km. Fiquei desapontada porque achava que o carro era completamente silencioso, mas afinal em autoestrada dá para ouvir o ruído do vento e dos pneus. Pelo lado positivo, fiquei deslumbrada com a condução automática. O Tesla curva sem ser preciso mexer no volante, mantém a distancia pré-definida com veículo da frente e muda de faixa só com a indicação do pisca. É carro que estou a pensar comprar quando tiver recursos financeiros dignos de uma Senhora (por este andar daqui a 50 anos).

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Pois é, estou de volta à Holanda. Desta vez fui visitar o meu irmão e conhecer Roterdão e Nijmegen. Foi uma excelente viagem para fazer uma pausa e para me motivar a ser uma Senhora com recursos económicos e nunca mais fazer 30 horas dentro de um autocarro. 

 

Roterdão - de todas as cidades que já conheci Roterdão ganha o prémio de 'cidade menos preferida do mundo'. Se calhar as 15 horas de viajem não ajudaram e andar a pé, ao calhas pela cidade, também não contribuiu para conhecer os melhores sítios. Mas provei Dutch BitterBallen (bolas com o lado de fora de um nugget e o interior de um rissol de carne, com mostarda a acompanhar). Fez sol, mas muito vento e frio.

 

Nijmegen - a cidade mais antiga da Holanda, é pequena, acolhedora e bonita. Além de estar com o meu irmão (o mais importante!), comi crepes, nacos de vaca com imensas batatas fritas, vlann, chocolate quente, andei de bicicleta ao sol, à chuva e ao pedraço, vi o pôr e o nascer do sol no rio (nublado), provei as 'especialidades' locais, mandei candidaturas, molenguei no sofá, passei pelo red light e passeei pela cidade.

O bónus: fui às compras! Contive-me e só comprei coisas indispensáveis: umas calças de ganga (as antigas vão ser doadas), uns sapatos pretos de salto (não tão confortáveis quanto os anteriores), creme Nivea (essencial para sobreviver ao frio) e uma escova de viagem (perdi a minha em Nice e fazia-me falta), meias (nunca são demais) e um lenço cinzento da secção de homem (estava com desconto). 

 

  

PS. Acho que 4 dias sem maquilhagem fizeram maravilhas pela minha pele. O vento também deve ter ajudadado ao agir como esfoliante ambiental. 

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Quinta

 

O meu pai liga-me às 7 da tarde: ''Amanhã vou ao Luxemburgo, queres ir lá ter?''

 

Sexta

 

Com apenas 2 horas de sono e com uma mochila arrumada em 10 minutos consigo comprar um bilhete um quarto de hora antes do comboio sair. Durmo. Verde e vacas.

 

Sábado

 

Encontrei 3 portuguesas no hostel sem terem sitio onde dormir. Uso a minha networking e a Santa Prazeres vem em nosso auxilio. Pizza Hut e café do bom.

 

Domingo

 

Croissants de Chocolate! Frango Assado! Deixo a mansão da Santa Prazeres e apanho um comboio rumo a Bruxelas. Avariou: bienvenue en Belgique. 6,5 horas depois .... encontei-me com o Max, um amigo que já não via há ano e meio.

 

Segunda

 

Andei a correr Bruxelas a pé. O tempo está meio manhoso. Andei, mas tanto! Tanto! Comi batatas fritas (uma especialidade local, são fritas duas vezes em banha de porco) e bebi um cerveja de que gostei realmente (pronto era cerveja com sabor a cereja).

 

Terça

 

Fui às compras! Comprei roupa de Inverno e de Senhora: uma gola quentinha e um casaco que é a peça de roupa mais cara que alguma vez possuí. Também comprei roupa interior suficiente para o resto da viagem. ATOMIUM - na categoria ''construído por pessoas'' é do mais impressionante que eu já vi. Já era tarde e não consegui subir ao topo, mas assim tenho um motivo para voltar a Bruxelas. Jantei vinho com gelo laranja e noz, tive uma conversa verdadeiramente interessante sobre ''ser português''.

 

Quarta

 

Manhã: visita guiada. Comi uma waffle deliciosa e o melhor leite com chocolate da minha vida. « Un pays qui se défend s'impose au respect de tous, ce pays ne périt pas. J'ai foi en nos destinées. » Decidi conhecer uma cidade com um estilo de vida mais saudável, que não envolvesse substituir refeições por bebidas fermentadas. Destino escolhido: Amesterdão! Uma horas de autocarro depois... cheguei de noite a um país com uma língua completamente estranha mas lá consegui desenrascar-me e chegar ao hostel. Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri . Há meninas no Red Light District mesmo bonitas, a minha vontade era perguntar qual eram os truques que utilizavam para não ter celulite e qual o método de depilação preferido.

 

Quinta

 

Andei com 2 amigos brasileiros a passear por uma feira da ladra, quase que comprávamos um casaco. Almoçámos um bife argentino delicioso e eu fui à Casa Rembrandt. Na minha inocência achei que ia ver obras dele. Na verdade a casa estava cheia de obras que Rembrandt possuía, mas não que tinha pintado. Até podia ter sido giro caso as expectativas não fossem tão altas. Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri Ri. Jantei entrecosto (era ilimitado portanto tentei arduamente dar prejuízo ao restaurante).

 

Sexta

 

Preciso de férias deste país, o meu corpo está no limite. Fiz uma visita guiada ao frio e à chuva, almocei comida típica (almôndega gigante com puré de batata, cenoura e cebola). Depois, como não podia faltar, estive a andar de bicicleta pela cidade, pelo caminho o mapa caiu-me do bolso e andei perdida e completamente desorientada. Depois fui ver uma exposição de cópias de remasterizadas de Rembrandt. Gostei, principalmente porque não tinha grandes expectativas e porque só paguei metade do preço. ''foto apostolo são paulo na prisão''. Ri Ri Ri. Tive uma experiencia única de ser sem-abrigo (coisa mais anti-Senhora não há), depois de andar á chuva por horas, passar pela estação de comboio acabei por dormir duas horas no chão da recepção do hostel onde tinha ficado. Super simpáticos, até me deram pequeno almoço.

 

Sábado

 

15 horas de autocarro de volta a casa. Dormi.

 

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Novidades da minha vida: estou bronzeada! Quem me vê durante o inverno, com a minha pele branca/cor de leite/transparente acha que eu pertenço a uma subespécie de humanos que partilha características com os camarões. Não verdade, com protector e calma (mais ou menos depois de três dias) a minha pele adquire um tom de pele dourado extremamente bonito (principalmente porque as marcas do acne, a celulite, as veias  e as estrias ficam disfarçadas).Viva as férias!

 

Outra novidade: vou ser emigrante! Depois dos anos em que gozei com os avecs sou eu que vou para França. Os tempos são outros, não tenho que passar a fronteira a salto e nem vou para trabalhar. Uma nova etapa do meu percurso académico começa na bela cidade de Lyon e estou mesmo muito entusiasmada. Há uma série de coisas de que eu quero deixar tratadas antes de ir. Aqui está uma lista:

 

 Bom fim de semana!

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Infelizmente não consegui visitar quase nada de Marrocos, andei de uma reunião para a outra, a tentar perceber francês.  Desta vez fiquei num hotel de senhora, o Pestana Casablanca, mesmo em frente à praia! E fui visitar uma antiga cidade/fortaleza portuguesa chamada Mazagão que foi o único momento de turismo da viagem. A melhor parte foi sem duvida as conversas interessantes com gente de outras culturas.

 

Entretanto como ia na companhia de duas Senhoras que aproveitei para as observar e tirar alguns apontamentos:

 

1. Usam um outfit completamente diferente todos os dias

2. Fazem lanche da manhã

3. Aproveitam para ir ao shopping/medina nas mais diversas longitudes e horários

4. Sabem sempre as palavras certas a dizer de acordo com a ocasião social (isto é mesmo o que me faz mais falta...)

5. Despacham bagagem no avião (eu tenho andado sempre com bagagem de mão)

 

 

 

Fico sempre surpreendida pela planície. Talvez por ter crescido em Portugal, numa terra cheia de relevo, e por, até bem recentemente, pensar que todos os países do mundo tinham altos e baixos, colinas e vales. Depois de ter visitado montanhas, e ter estado em alto mar e na presença de enormes quedas de água, não há nada que me faça sentir mais pequena do que a planície. É o local onde, no meio da da amplitude e da vastidão, o nosso corpo se encolhe enquanto a alma se espraia em todas as direcções, tentado alcançar o infinito. 

 

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Caracas. Eu tenho uma paixão por países que estão num ponto de mudança, e a Venezuela não foi excepção. Adorei e, no pouco tempo que lá estive, tentei absorver o máximo que pude. Experimentei comidas diferentes, tentei falar a língua local, bebi batidos (sumos de fruta congelada) de todos dos sabores possíveis. Fui surpreendida pela existência de arranha-céus super modernos e pelo contraste entre estes e as barracas. Para ter a experiencia completa, num dos dias houve troca de insultos e pedras entre as duas facções politicas, mesmo perto do hotel.

 

 

Em Porto Alegre dormi uma noite, mas não deu para conhecer a cidade. Assim que acordei fiz 400km em direcção a sul, no meio de planícies intermináveis, pastagem de bois e pinhais. Quando cheguei ao meu destino São José do Norte, fiquei na única estalagem da terra, que até tinha internet e onde fui recebida com toda a simpatia. À volta fiz um desvio e passei por uma praia enorme e plana.

 

 

Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa. Tive a melhor aterragem de sempre, de noite com a cidade toda iluminada. Enquanto cidade não foi das mais bonitas/encantadoras que eu conheci, mas também tive azar e apanhei um dia de chuva e neblina. A nível de paisagem natural encontrei os locais mais bonitos que alguma vez vi em toda a minha vida. Daqueles sítios que é possível contemplar horas em silêncio. Mandei um mergulho em Copacabana a meio da noite, bebi uma caipirinha e àgua de coco, fui correr no calçadão e passeei pela barra da Tijuca. Não deu para ir ao Pão de Açúcar e ao Cristo Rei por causa da neblina e da chuva, mas fica para a próxima.

 

Foram 9 dias intensos, onde andei imensas horas de avião (aproximadamente 42) e conheci realidades completamente diferentes. As fotos entre os vários sitos são parecidas, mas isso é porque fotografo aquilo que me chama mais a atenção e porque a minha máquina tem as suas limitações.
Acreditem ou não, mas só levei uma mala de mão.

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Quando for uma Senhora vou dormir em hotéis de várias estrelas e em turismos rurais. Enquanto não sou Senhora faço Couchsurfing e durmo no chão em casa de amigos. Isto tudo para dizer que fui passar 5 dias a França, divididos entre Lyon e Marselha. Adorei França! Para quem nunca gostou de estudar francês foi uma surpresa. O facto de estar com amigos também deve ter ajudado alguma coisa. Fiquei encantada com Lyon, a cidade tem comida deliciosa (macaroons e petit gateaux) e é bonita. Gostei mesmo muito da parte antiga, das suas ruas e lojinhas. Visitei uns bares com musica ao vivo, tocada de uma maneira muito informal. Em Marselha estava um sol espectacular. Passeei pelo porto velho, visitei a catedral e as Calangues. Tive de andar mais de uma hora para chegar ao mar, mas valeu a pena. Molhei os pés no Mediterrâneo (pela primeira vez!) e estive a apanhar sol sem camisola. Andei de bicicleta pelas duas cidades (medo!) e percebi que o meu francês é bastante rudimentar mas que, com uns gestos à mistura, consigo fazer entender-me.

 

 

Próximo passo: aprender a falar francês.

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Quando for uma Senhora vou viajar em primeira classe com malas da Louis Vuitton. Enquanto não sou Senhora ando de mochila às costas, em companhias low-cost. Isto tudo para dizer que vim a Dublin passar o fim de semana.

 

Não foi das minhas melhores viagens, para já fui sozinha e depois não gosto de ser turista. Mesmo assim passei um bom tempo. Além de andar bastante a pé e de visitar algumas lojas (não comprei nada porque estou em maré de poupanças), fiz uma walking tour, visitei a fábrica de Guiness (a cerveja é super amarga), fiz uma prova de cervejas "caseiras" (que até eram boas), ouvi musica tradicional ao vivo e musica rock ao vivo, comi Fish&Chips e Sheppard Pie e hambúrgueres, visitei a prisão Kilmainham Gaol e passei a conhecer um pouco mais da história da Irlanda. 

 

 

As viajens de avião são demasiado curtas e demasiado compridas. Demasiado compridas porque é todo o tempo que passamos lá dentro é desconfortável. Demasiado curtas porque cada vez que aterramos é um choque entre duas realidades completamente diferentes, não dá tempo para "digerir" o que vivemos.

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