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A compra do meu primeiro soutien-decente foi um acontecimento tão importante que está narrado neste blogue. Hesitei bastante antes de o comprar, na altura (e ainda hoje), gastar 40 euros num soutien não era algo para fazer de ânimo leve. Hoje, 5 anos depois, confirmo que foi uma boa decisão. Este soutien continua impecável e continuo a usá-lo várias vezes por semana.

 

Utilizei o que aprendi com a primeira compra para, a pouco e pouco, construir uma coleção de soutiens-decentes para todas as ocasiões. Na verdade, não é uma coleção assim tão grande, mas é completamente adequada às minhas maminhas. Ter um soutien que assente bem é decisivo a nível de conforto e da forma como a roupa assenta no corpo.

 

E assim cheguei aos dias de hoje. Estava a precisar de um soutien novo para usar no dia a dia, liso e de cor clara, para poder usar com t-shirts e camisas de seda. Adiei o mais que pude (não gosto muito de fazer compras e ainda menos de soutiens), mas chegou um ponto em que não conseguia adiar mais.

 

Assim começou a minha busca e a minha punição. Primeiro fui a uma loja de roupa interior, mas os soutiens do meu tamanho pareciam que não me seguravam as mamas. Depois fui a uma loja de roupa, mas o modelo que queria tinha espaço a mais nas copas e deixava-me as mamas bicudas. Neste ponto estava a começar a ficar frustrada, mas mesmo assim não desisti. Fui à versão francesa do El Corte Inglés e peguei em todos os soutiens que pareciam ser do meu tamanho e que correspondiam mais ou menos ao que procurava. Este pequeno monte correspondeu aos critérios:

WhatsApp Image 2019-03-16 at 00.41.49.jpeg

Experimentei todos e fiz uma primeira seleção. Liguei à minha mãe a queixar-me da vida. Depois experimentei os que passaram à segunda e selecionei dois. Vesti um, li alguns artigos no telemóvel para passar o tempo, vesti o outro, esperei mais um pouco e, com muita dificuldade, lá consegui escolher um. Não devo ter demorado mais do que uma hora.

 

Como a maior parte das pessoas que leem este blogue são Senhoras, acho que se identificam com a dificuldade que é encontrar um bom soutien. Afinal, um soutien demasiado apertado impede a respiração, se estiver mal ajustado vai fazer com que as alças se cravem nos ombros, ou que os aros se espetem nas costelas, ou vai esborrachar as maminhas. Uma vez que é uma peça de roupa usada durante tanto tempo, que se não for adequada, pode até causar problemas de peito ou de coluna.

 

Como encontrar um bom soutien?

 

1. Saber o tamanho certo

O tamanho dos soutiens é composto por um número, diz respeito à circunferência do torso, e uma letra, que corresponde ao volume do peito. Para descobrir o tamanho certo, o ideal é fazer um bra-fitting com alguém especializado que possa aconselhar um tamanho, modelos e que perceba como é que o soutien deve assentar. Quem é autodidata, e quer saber o tamanho do peito sem sair de casa, só precisa de uma fita métrica.

 

October 25, 201.jpg

daqui

 

A primeira medida [A] deve ser feita abaixo das maminhas, em expiração e da forma mais justa possível. A Dama de Copas sugere que sejam retirados 5-10 cm ao valor medido, para obter o número de soutien. A segunda medida [B] dever ser tirada no ponto mais largo do peito (mamilos) em inspiração. 

 

Depois das medidas feitas é só procurar cada uma delas nas tabelas a baixo, gentilmente copiadas do site da Intimissi.

 

Número [A]

Screen Shot 2019-03-15 at 23.33.49.png

Letra [B]

Screen Shot 2019-03-15 at 23.34.13.png

Por último, é importante ter em conta que o tamanho do peito pode variar devido a hormonas, mudanças de peso, gravidez, etc, e como tal, um tamanho de soutien que era correto há uns anos pode não ser correto hoje.

 

2. Ter o modelo certo

Se o tamanho de soutien é algo mais ou menos cientifico, escolher um modelo é muito mais subjetivo. Cada par de maminhas tem uma configuração única, e como tal um soutien produzido em massa pode apenas aproximar-se da forma do peito. Não há modelos universais, a única solução é experimentar até encontrar o "tal". 

 

Cinema_Mudo_Imagem_6.jpg

daqui alguém me explica o que é um "Balconnet"?

 

3. Confirmar que o soutien assenta bem

O soutien deve ser fechado nos colchetes mais largo.

As costas do soutien devem estar perpendiculares ao corpo e alinhadas com a parte da frente.

Os aros devem assentar no tórax, não devem ficar no ar ou em cima das maminhas.

O peito não deve ficar de fora do soutien, as copas devem acompanhar o peito sem o esborrachar nem deixar espaços vazios.

O soutien não deve mexer quando se levanta os braços.

 

4. Onde comprar

Eu continuo a gostar da Triumph, a loja onde comprei o primeiro soutien. Gosto do bra-fitting gratuito, do atendimento e do aconselhamento, da variedade de tamanhos, modelos e da qualidade dos soutiens.

 

Um sitio que me surpreendeu foi a Primark, os soutiens são muitos baratos e há tantos modelos e tamanhos que é possível encontrar algo que se adeque ao vosso corpo. Claro que na Primark é cada um por si, mas se souberem reconhecer um soutien adequado não haverá problemas.

 

Por último, recomendo qualquer loja que tenha vários modelos e marcas disponíveis tais como as lojas de departamento.

 

5. Cuidados

Os soutiens novos devem ser usados nos colchetes mais largos, isto garante que o soutien mantém o tamanho de origem durante o maior tempo possível. À medida que o soutien for ficando lasso podem ir usando os colchetes mais apertados.

 

Os soutiens devem "descansar" entre usos, para assegurar que a forma original se mantém.

 

Ao lavar, o melhor é colocar o soutien num saco de roupa interior, para evitar fricção ou que fique preso a outras peças de roupa. Como os soutiens são maioritariamente sintéticos não se deve adicionar amaciador à lavagem.

 

Boa sorte Senhoras. Ninguém merece usar soutiens desconfortáveis.

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Hoje temos um gest post do José Gabriel. O José Gabriel escreve no Tales and Travels e é a pessoa com mais talento para escrever que eu conheço na vida real. Já andava a massacra-lo há meses para escrever algo para o Ser Senhora e finalmente aconteceu. Sem mais delongas, deixo-vos com o artigo:

 

A melhor forma de crescer enquanto pessoa é fazer como as árvores: um bocadinho de cada vez, e respeitando os ritmos naturais.

 

Lembro-me quando comecei o meu caminho no desenvolvimento pessoal, que tinha por hábito fazer grandes metas, grandes planos, e o resultado era inevitavelmente o mesmo. Um mês depois de começar falhava e ficava frustrado. Percebi que isso não funcionava, e mudei a forma como ajo.

 

Quando quero mudar alguma característica em mim, começo por fazer algo pequeno mas que me leve na direção que me interessa. Sei que aquele acto vai mudar a forma como me vejo a mim mesmo, e partindo daí é mais fácil fazer alterações maiores.

 

Por exemplo

 

Um diário em três partes

 

Para nos tornarmos o que queremos ser precisamos de duas coisas. A primeira é saber quem somos. A segunda é o que queremos ser. Um dos problemas em saber quem somos é que temos uma memória imperfeita, e então a nossa ideia de que somos acaba por se impor para tapar os buracos. Por exemplo, durante a minha adolescência era bastante tímido. E apesar de já não me comportar dessa forma à anos, só reparei que não era tímido nos últimos meses.

 

O que venho partilhar é uma ferramenta que tem sido muito útil para eu perceber quem sou. É um tipo de diário que faço, bastante diferente dos diários normais.

 

Começo com um caderno A4, no qual divido as páginas em três colunas. Na primeira coluna escrevo “Fiz”, na segunda “Pensei” e na terceira “Senti”.

 

Preencher o diário é fácil. Escrevo uma atividade, por exemplo, p.e. “levantar-me da cama”, e depois escrevo o que pensei durante o tempo todo que estive a rebolar, e por fim o que senti, ligado aos vários pensamentos.

Screen Shot 2019-03-02 at 20.21.16.png

 

Esta ligação permite-me ver de que forma o que ando a fazer afeta o meu humor, e de que forma os meus pensamentos e sentimentos estão ligados. E por fazer isto ao fim do dia, todos os dias, ainda tenho memória da grande maior parte das coisas que fiz, pensei e senti.

 

Ao fim de uma semana ou coisa do género, consigo começar a ver padrões, e com consciência deles consigo escolher se há comportamentos que quero eliminar, ou outros que quero cultivar.

 

Para não ser só despejar o que aconteceu, escrevo no final da página três pontos:

 

O que correu bem. Ajuda-me a identificar comportamentos a manter ou fazer crescer.

 

O que pode melhorar.  Aqui escrevo as coisas que aconteceram e que quero mudar. Torna muito mais fácil ver os comportamentos que quero alterar. Por vezes escrevo logo alternativas de comportamento que quero implementar.

 

O que aprendi. Acredito sempre que há algo a aprender todos os dias, e assim sou obrigado a refletir no que o dia teve para me ensinar.

 

O diário trata da primeira metade, de ter consciência do que quero manter e do que quero mudar. O desafio está na segunda parte, levar as lições para o mundo real. 

 

Tal como no ano passado, gosto sempre de fazer um Desafio Quaresmal focado no desenvolvimento pessoal. Em 2019 o meu desafio é escrever um diário tal como o José Gabriel sugere. Se se quiserem juntar a mim, e preferem escrever no computador, podem descarregar este template que o José Gabriel preparou. 

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Este post é altamente influenciado por um vídeo do Sr. Matt d'Avella sobre como reduzir o tempo passado em frente a ecrãs. Eu trabalho em frente a dois ecrãs. Em casa passo grande parte do meu tempo livre em frente ao ecrã do portátil. O único tempo de ecrã que me é fácil de reduzir é o tempo que passo colada ao ecrã do telemóvel.

 

Comecei por que questionar porque é que preciso de um telemóvel na minha vida. Identifiquei 3 grandes razões: comunicar, conveniência e entretenimento.

 

A razão fundamental pela qual tenho um telemóvel é para comunicar com as pessoas importantes da minha vida. Ligo aos meus pais com mais-ou-menos frequência, envio mensagens à família, converso com o Momé ao longo do dia e vou mantendo o contacto com os amigos que estão longe (coisa que devia fazer com mais frequência). 

 

Depois uso uma série de aplicações que não são essenciais, mas que me facilitam muito a vida. A mais importante de todas é o alarme, que me acorda todas as manhãs. Outras aplicações convenientes são o Google Maps para não me perder, a câmara para as poucas vezes em que tiro fotos, o Toshl para registar as despesas, e várias aplicações de transportes diversos para organizar as minhas viagens/deslocações.

 

Por último uso o telemóvel para me entreter. Ponho-me a par dos blogs que leio, passo os olhos pelo LinkedIn, pesquiso e leio coisas aleatórias na internet. Às vezes também aproveito para ir lendo alguns livros. Até ao fim de Janeiro a aplicação onde gastava mais tempo era o Reddit, mas posso dizer que o meu desafio de Fevereiro foi bem sucedido e não olhei para o Reddit nem uma vez durante o mês que passou*. Como nunca me converti ao Instagram e apaguei o Facebook à quase um ano, não uso as redes sociais que acredito serem os maiores sugadores de tempo da generalidade das pessoas. 

 

A seguir quantifiquei o tamanho do meu problema e descobrir quanto tempo é que passo a olhar para o ecrã. Instalei a aplicação "Usage Time" e, fazendo uma média a olho, parece que passo cerca de 2h30 a usar o telemóvel e que 60 desbloqueios por dia.

 

steak night.jpg

De acordo com o Expresso a média nacional são 2h30 por dia a olhar para o ecrã e mais de 150 desbloqueios diários. Eu até não estou muito mal no que toca a desbloqueios, mas tenho que diminuir as minhas horas de uso.

 

O meu objetivo não é unicamente reduzir o tempo que que passo no telemóvel. O meu verdadeiro objetivo é utilizar o telemóvel de forma consciente, deixar de desbloquear o telemóvel n vezes por dia só para ver se recebi alguma notificação, deixar de fazer mindless scrolling, deixar de olhar para o telemóvel para ter segundos de distração em alturas em que devia estar concentrada (principalmente enquanto estou no escritório), e deixar de ficar vidrada num ecrã quando deveria estar a conviver com as pessoas à minha volta.

 

Estando a análise feita e uma visão establecida, decidi passar à ação e aplicar algumas das medidas sugeridas pelo Sr. Matt.

 

1. Por telemóvel no silencio

 

2. Por o ecrã a preto e branco

Para quem tem Android: Definições > Acessibilidade > Visão > Cinza

O telemóvel fica quase repulsivo quando está em cinzento. Pode ser que daqui a uns tempos me habitue, mas por enquanto apetece-me larga-lo o mais depressa possível.

 

3. Bloquear a luz azul

Ao que parece a luz azul afeta os padrões de sono e pode contribuir para acelerar o envelhecimento da pele. Utilizo a aplicação "Blue Light Filter - Night Mode, Night Shift" que deixo ativa o dia todo.

 

As técnicas mencionadas a cima são medidas passivas. Para realmente conseguir ter uma utilização mais consciente (e menor) do telemóvel tenho que melhorar ativamente os meus hábitos.

 

As manhãs são o meu momento mais produtivo, e há nada melhor para destruir um dia produtivo como olhar para o telemóvel a cada 10 minutos. Se tiver o telemóvel em cima da secretária já sei que vou desbloqueá-lo um sem número de vezes, portanto, estou a cultivar o hábito de deixar o telemóvel dentro da mala durante o período da manhã.

 

Durante a parte da tarde é mais difícil resistir, chego ao ponto de em que não consigo desgrudar os olhos do ecrã, ou então a cada 3 minutos e tenho que dar uma mirada rápida ao telemóvel. Quando a situação está mesmo muito critica peço a um colega para me esconder o telemóvel.

 

Ao final do dia, quando chego a casa, em vez de estar colada a um ecrã pequenino, deixo o telemóvel no móvel da entrada, ignoro-o quase completamente e agarro-me ao portátil. Eu sei que o objetivo não é substituir um ecrã por outro, mas o vício do portátil tem que ser abordado noutra altura.

 

Aqui esta o vídeo que me inspirou:

 

*Em Março o meu desafio é passar o mês sem comer açúcar. Já comi um coissant, mas voltarei ao bom caminho assim que acabar este  pain au chocolat

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Estive de "férias" do outro lado do Atlântico. Não tive tempo de escrever algo consistente, portanto deixo-vos com publicidade.

 

Miminhos Criativos

A minha prima, que é uma pessoa muito prendada, decidiu dar a conhecer ao mundo os seus dotes, e fazer uma página de Facebook com os miminhos que ela faz.

Design sem nome (4).jpg

Confirmo que os bolos são bons. Já comi vários e fiquei sempre satisfeita (e repeti).

 

A coisas são bonitas e feitas com amor & bom gosto. Não há produção em série, cada objeto é único e feito com uma atenção ao detalhe impressionante. Não deixem de visitar a página (e fazer encomendas).

 

Citizen M

O Momé gosta de ficar em hotéis bons. Como os hotéis costumam ser caros e ele queria que ficássemos no Citizen M nos meus anos, perguntou ao hotel se podíamos ter um desconto porque eu sou "blogger". Resultou. Ouviram pessoas com blogs? Ao que parece é possível ter descontos em troca de promessas de divulgação. Aqui está uma rápida review do Citizen M.

 

  1. Cama grande e muito confortável (nem demasiado dura nem demasiado mole). Almofadas fofinhas e toalhões que parece que nos abraçam. Sinceramente apetecia-me levar tudo para casa.
  2. Televisão com muitos canais e abundância de filmes (gratuitos).
  3. Tabet para personalizar o ambiente do quarto - luzes, cortinas, temperatura, musica, etc.
  4. O gel de banho de oferta cheirava bem.
  5. A decoração destaca-se por ser muito diferente da dos hotéis da mesma categoria.

 

Não tirei nenhuma foto, mas podem ir ao site.

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