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Enquanto era estagiária, a minha rotina de cabelo consistia em “pré-tratamento-caseiro” + champô sem SLS + amaciador sem silicones.

 

O “pré-tratamento-caseiro”, nunca teve uma aplicação muito regular. Fazia quando me lembrava e me apetecia, nas vésperas dos dias em que sabia que ia mesmo lavar o cabelo. Os ingredientes foram baratos, são “naturais” e qualquer um pode fazer estas mezinhas em casa.

 

Hidratação = glicerina + aloé vera + água

Em relação à hidratação, a minha receita é uma mistura caseira de glicerina com aloé vera. A ideia surgiu-me quando vi um frasquinho de glicerina à venda no Celeiro. Pesquisei um pouco e percebi que a glicerina funciona como  higroscópico - se o ambiente for húmido a glicerina vai absorver água para dentro do cabelo, se o ambiente for seco vai retirar água. Além da glicerina uso um outro ingrediente com funções hidratantes, barato e fácil de encontrar, o aloé vera. Ponho um pouco de glicerina, um pouco de aloé vera, água num pulverizador e agito bem. Depois é só borrifar o cabelo. Se não uso a mistura toda de uma vez, guardo o frasco no frigorífico.

 

Esta mistela funciona bem no verão/ primavera mas nos meses frios os ambientes onde vivo são aquecidos e a glicerina passa a ter o efeito oposto do desejado.

 

Nutrição = óleo de rícino + óleo de amêndoas doces

Em relação à nutrição faço uma umectação. Utilizo óleo de ricínio (extremamente viscoso e denso) misturado com um óleo mais leve de amêndoas doces. Penso que azeite ou óleo de coco possam ter um efeito semelhante ao óleo de amêndoas doces, mas com um cheiro mais ativo. Normalmente empasto o cabelo com esta mistura antes de me deitar, e lavo o cabelo na manhã seguinte.

 

O resultado destes tratamentos caseiros é que o meu cabelo não esta mau, mas também não esta bom. Está como de costume.

 

Decidi que estava hora de fazer alguma coisa em relação aos meus cabelos (assunto já abordado de forma extensa neste blog), principalmente depois de descobri que há quem me chame de “cabelo de esfregona”. Na minha última ida ao supermercado, e talvez devido a um raciocínio afetado pelo cansaço, decidi voltar a um verdadeiro cronograma capilar e comprar as coisas necessárias. Sai do supermercado com um champô novo, um creme de hidratação, duas máscaras, uma de nutrição e outra de reparação, e um amaciador sem silicones e bio (vou incluir uma foto de todos os produtos assim que voltar para casa).

 

Estou a pensar fazer o cronograma capilar seguinte => 2x hidratação, 2x nutrição, 1x reparação

 

Perguntas para pessoas entendias: 

  1. O que acham da organização do meu cronograma?
  2. Os produtos que comprei chegam ou falta alguma coisa?
  3. Ponho amaciador antes ou depois da mascara?
  4. Tenho um acido hialurónico que não gosto de por na pele. Vale a pena mistura-lo com o creme de hidratação?
  5. O vinagre de cidra tem que efeito no cabelo?
  6. Que blogs posso ler para aprender sobre cabelos?

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Sexta à noite, prevendo um fim de semana corriqueiro cheio de sestas e preguiça, perguntei ao Momé se ele queria ir a Estrasburgo. Apesar de ser relativamente perto de onde eu vivo, e de querer visitar Estrasburgo à algum tempo, ainda não tinha tido oportunidade conhecer a cidade. Dito e feito, em 10 minutos reservámos bilhetes de comboio, um Airbnb e partimos na manhã seguinte. 

 Tirei uma foto e já vão com sorte. 

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Como não podia faltar, aproveitamos para ir às compras, já que não há lojas na terra onde vivemos. Comprei esta t-shirt branca da Uniqlo para a minha cápsula roupa-de-trabalho-de-verão e senti-me a pessoa mais cool do todo o escritório quando a vesti.

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Ficámos também muito interessados nesta camisola da Sandro. Tanto que estamos a pensar poupar e comprar a camisola a meias, num tamanho que sirva a mim e ao Momé.

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Além de compras e de passear ao acaso, fizemos uma visita guiada "gratuita" pelos principais pontos turísticos e ficámos a conhecer e a história & historias da cidade. Esta é uma boa forma de fazer turismo de forma barata, pesquisem por "walking tour" + nome da cidade que estão a visitar e de certeza que encontram uma visita guiada "gratuita". No final é só preciso deixar uma gorjeta ao guia. Eu costumo deixar 5 euros. E vocês, já fizeram este tipo de visita guiada? Qual é o montante que acham apropriado?

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Antes de ir de férias estava a pensar escrever um post sobre como bronzear, pensei mesmo em tomar suplementos para aproveitar ao máximo os 3 dias de praia que tive este ano. Rapidamente percebi que por muito dedicadamente que trabalhasse para o bronze, dificilmente ia conseguir ficar com um tom dourado-maravilhoso. Não é que eu seja tão branca que não consiga bronzear, mas desde que comecei a trabalhar, em vez de ir à praia, passo o verão em frente a um computador. Como resultado a minha cor mantém-se mais ou menos uniforme o ano todo.

 

Não aconteceu de um momento para o outro, mas este ano, ao aperceber-me da impossibilidade de me bronzear, decidi aceitar a minha cor. Espero que possam usar a mesma técnica que eu para aceitar a vossa brancura, ou outras características físicas com que não se sintam confortáveis.

 

Este método é totalmente não cientifico, fruto do acaso e da minha experiência.

 

1. Decidi que me quero aceitar como sou

Sou branca. Não vou conseguir mudar isto este ano. Vou aceitar a minha cor.

 

2. Vi uma pessoa feia* bronzeada

Eu vi uma colega de trabalho que não considero bonita extremamente bronzeada. Como o bronze não fez nada pela beleza dela comecei a associar na minha mente bronze = pouco bonito.

 

3. Vi imagens de pessoas que além de bonitas* são pálidas.

Não consegui voltar a encontrar, mas houve uma imagem especifica que me fez pensar que uma cor mais clara também é bonita. Foi aí que percebi que não faz mal ser branca.

 

4. Disse a toda a gente que me aceito como sou

Além de dizer à minha família que aceito a minha brancura, também tive de resistir aos infindáveis comentários sobre a minha falta de cor. E não me esqueci de usar protetor e de me pôr debaixo do chapéu quando o sol estava mais forte.

 

5. Tentei não me comparar com os outros

Principalmente não me comparar com a minha prima, que depois de 5 minutos ao sol fica com marcas de bikini.

 

 

Aceitar o meu corpo nem sempre é fácil. É um percurso que começou na adolescência e ainda não está terminado. Há alturas em que penso que aceitei completamente as minhas características físicas, e depois apercebo-me de qualquer coisa que me baixa a moral. No caso deste post, como sou branca o ano todo, só precisei de fazer um pequeno ajuste mental. Demorei bastante mais tempo a aceitar as minhas pernas, ou a sentir-me confiante com uma depilação menos que perfeita.

Aceito a minha brancura

Aceito o meu único (por enquanto) cabelo branco

Aceito que as minhas pernas tremam um bocadinho

Aceito que o meu cabelo seja encaracolado

Aceito os dedos das minhas mãos 

 

Não aceito o pelo que me nasce de um sinal do queixo. Cortei-o.

Não aceito os 3 kilos que tenho a mais. Comecei a ir ao ginásio 3 vezes por semana e estou, timidamente, a ajustar o meu plano alimentar.

Não aceito o meu acne. Aprendo sobre cosmética, sobre cuidados com o rosto e ponho em pratica o qu aprendo.

 

A vida é muito mais agradável se achar que o reflexo que o espelho me devolve é bonito e maravilhoso. Portanto, ou mudo ou me aceito como são.

 

*o bonito e o feio são muito relativos

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Decidi fazer uma review do livro O Jogo do Dinheiro de Tony Robbin, porque me forcei a ler 600 páginas e quero que outros beneficiem do livro sem ter de passar pelo mesmo tormento.

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Eu achei o livro repetitivo, com muita palha, exemplos anedóticos e material que só interessa a americanos.  Como não leio sobre finanças para ser entretida, prefiro livros com conteúdo mais denso. Apenas recomendo este livro para quem é iniciante no caminho da independência financeira, gosta de material levezinho e tem resistência para ler 600 páginas.

 

Apesar de tudo, aprendi algumas coisas. Escrevi 6 páginas de notas e esquemas sobre a minha visão sobre independência financeira, defini objetivos numéricos e fiquei com ideias concretas em relação a uma futura alocação de ativos (em que me vou focar depois de encher o meu fundo de emergência).

 

Para quem tem o livro disponível e está a ter dificuldade em percorrer as 600 páginas, deixo a lista dos capítulos que considero fundamentais. Para alguns capítulos escrevi um pequeno resumo, porque achei que a informação neles contida era excecional e que valia a pena partilhar os pontos mais interessantes.

 

O jogo do dinheiro, Tony Robbins – capítulos selecionados

 

Capítulo 2.1 Mito 1: A mentira dos 13 biliões, investe connosco vamos vencer o mercado

 

Capítulo 2.2 Mito 2: "As nossas comissões? São um pequeno preço a pagar!"

 

Capítulo 3.1 Qual é o preço dos teus sonhos: torna o jogo ganhável

 

Capítulo 3.3 Acelera 1: Poupa mais e investe  a diferença

 

Secção 4 Faz a mais importante decisão de investimento da tua vida.

Este capítulo é sobre alocação de ativos. Como eu nunca tinha lido sobre o assunto, este foi o capítulo que me trouxe mais valor. Depois de o ler e de explorar alguns assuntos específicos ao pais onde vivo no Reddit, desenhei um plano concreto, que inclui as classes de ativos onde quero investir, as percentagem a alocar a cada tipo de ativo, os produtos que vou escolher e a prioridade com que investir em cada produto.

 

Capítulo 6.2 David Swensen 23,9 mil milhões de dólares de trabalho voluntário

Este capitulo é um sumario rápido do livro e explica as bases da independência financeira. O Sr. Swensen tem gerido com sucesso o fundo de doações da Universidade Yale de $25.4 biliões e, apesar da enormidade do fundo que gere, na entrevista David Swensen transparece ser alguém devotado ao trabalho, não pelo dinheiro mas pelo sentido de serviço.

 

Capítulo 6.5 Paul Tudor Jones: O Robin Wood dos tempos modernos

Capítulo 6.10 Maec Faber: o bilionário que chamavam dr. fim do mundo 

Capítulo 6.11 Charles Schwab: falando com Chuck o intermediário do povo

Capítulo 6.12 Sir John Templeton: O maior investidor do século XX?

 

Para além dos capítulos listados acima quero partilhar convosco 3 frases. Foram frases que que alteraram subtilmente a forma como vejo o mundo, o que é um feito.

 

"Mas o problema é o seguinte, toda a gente diz "vou dar quando estiver melhor". E eu também costumava pensar assim. Mas posso-te garantir o seguinte: mereces começar desde já, mesmo que penses que não estas pronto. Mesmo que penses que não tens nada para dar. Porquê? Porque (…) se não deres 10 cêntimos num dólar, não vais dar 1 milhão em 10 milhões , ou 10 milhões em 100 milhões".

 

Esta frase ressoou comigo. Eu estive na fase "vou dar quando estiver melhor" durante muito tempo, apesar de intelectualmente reconhecer a importância de dar. Com a leitura do O Jogo do Dinheiro percebi que a melhor altura para doar é agora. Enquanto não tenho um a estratégia efetiva para tornar doações parte da minha rotina (por exemplo com o Kiva), decidi começar por dar 10 euros no peditório da minha igreja. Pode não ser muito, mas ao menos fiz uma ação concreta. Confesso que na hora ainda tive alguns pensamentos de indecisão, mas depois forcei-me a deixar cair a minha nota desde a carteira até ao cesto do ofertório.

 

"Depois de dominar o tempo, vais entender como é verdade que a maioria das pessoas sobrestima o que pode realizar num ano - e subestima o que pode conseguir numa década!"

 

Este é um pensamento que já me tinha ocorrido há algum tempo. Para mim, a melhor maneira de atingir objetivos de longo prazo, é fazer pequenas ações regularmente que resultam em melhorias incrementais. Uma grande decisão, que requere um grande esforço, normalmente não leva a mudanças duradouras e sustentáveis.

 

Por exemplo, eu quero ter uma pele sem imperfeições. É impossível ter uma pele perfeita de um dia para o outro (eu já tentei e não resultou). A solução que funciona a longo prazo é desenhar uma rotina adequada, e implementa-la consistentemente. Desde que dedique algum tempo à minha pele de manhã e à noite, posso abstrair-me do objetivo final (que só se concretizará daqui a meses) e aproveitar o caminho.

 

Por exemplo eu quero ter um fundo de emergência de um determinado montante. Em vez de fazer um sacrifício enorme num mês, ou agonizar perante o meu baixo nível de poupanças posso por de lado X euros por mês. Assim crio um hábito de poupança mensal e quando for a dar por ela o meu fundo de emergência vai estar cheio. 

 

prática de gratidão diária do Tony Robbins.

 

Esta prática permite focar a mente nas coisas boas da vida, nos grandes objetivos e remove as "ervas daninhas" dos maus pensamentos. Foi uma das partes melhores do livro porque o Sr. Robbins escreve sobre aquilo em que é realmente bom: coaching. Estou a pensar testar esta prática durante 10 dias. Vocês querem que eu reporte a minha experiência aqui no blog?  

 

Obrigado irmão por me emprestares o livro.

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Dado o meu recente gosto por me borrifar com águas caras decidi que se era para me borrifar, o melhor era ser com algo melhor que água. Assim sendo, decidi incluir água de rosas na minha rotina de pele, algo que eu sempre vi a minha mãe fazer, mas que eu nunca tinha experimentado. Demorei um tempo até começar a usar porque nas farmácias aqui na terra havia aguas de várias flores, mas não de rosas.

 

Ontem encontrei. E fiquei surpreendida com a diferença de ingredientes entre as várias garrafas que estavam disponíveis. Tão surpreendida que decidi fazer uma análise dos ingredientes de 3 marcas diferentes.

 

Origem

Pensa-se que a primeira destilação de água de rosas tenha sido no século IX durante a idade de ouro islâmica. Ao destilar rosas com vapor de água, os compostos aromáticos são arrastados com o vapor, condensados e recuperados num decantador. O resultado é água na qual flutua óleo essencial de rosa. Esta água tem compostos de rosa solúveis e tem vindo a ser utilizada em cosmética desde tempos imemoriais.

 

Propriedades

Não encontrei nenhuma fonte verdadeiramente fiável, mas parece que a água de rosas é antioxidante, tem propriedades anti-inflamatórias e ajuda a acalmar a pele e reduzir a vermelhidão.

 

Água de Rosas, Celeiro (1.35€)

Começando pela mais famosa da blogosfera portuguesa (que é a do Continente, mas eu não consegui encontrar a lista de ingredientes online, portanto ficam com a do Celeiro que deve ser parecida).

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AQUA – ingrediente comum a todas as marcas, mas desta vez está em primeiro lugar

 

SODIUM PROPILPARABEN – é um agente de conservação. De acordo com esta fonte pode causar disrupções hormonais 

 

PARFUM (ESSÊNCIA DE ROSAS) – a “água de rosas” tem de cheirar a rosas, daí este ingrediente

 

Se compraram esta garrafa, compraram uma mistura de água, perfume e conservantes. Quem tem uma pele normal, acho que esta água não vai fazer bem nem mal. Mas, para quem tem uma pele sensível o perfume pode ser problemático. Pelo menos não é um produto caro.

 

Véritable Eau Florale de Rose Ancienne Bio, SANOFLORE (aprox 10€)

Esta é a água que eu comprei na farmácia, e que tenho usado diariamente, duas vezes por dia, depois de limpar a pele. Como foi bastante cara e eu não quero desperdiçar nada, borrifo a pele diretamente.

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ROSA DAMASCENA FLOWER WATER – a verdadeira água de rosas, um subproduto da produção de óleo essencial de rosas. Se estou a comprar água de rosas é esperado e exigido que este ingrediente esteja presente e em maior quantidade

 

AQUA / WATER – um frasco de 200ml não se enche sozinho

 

GERANIOL – conservante. Naturalmente presente no óleo essencial de rosas, este ingrediente parece ser um subproduto da produção de água de rosas.


LINALOOL – fragrância (floral e a especiarias). Presente naturalmente na madeira de rosas (outro ingrediente que parece ser um subproduto da fabricação de água de rosas)

 

EUGENOL – fragrância

 

ARGININE – aminoácido. Em cosmética é usado como antioxidante, melhora a síntese de colagénio e hidrata

 

CITRONELLOL – fragrância. Naturalmente presente no óleo essencial de rosas, este ingrediente parece ser um subproduto da produção de água de rosas. 

 

CITRAL – fragrância. Naturalmente presente no óleo essencial de rosas, este ingrediente parece ser um subproduto da produção de água de rosas. 

 

CITRIC ACID – estabilizador, ajusta o Ph

 

DEHYDROACETIC ACID – conservante

 

BENZYL ALCOHOL – fragrância e conservante

 

Não é barata, mas o primeiro ingrediente da lista, ainda antes da água (e portanto em maior quantidade) é água de rosas. Tem uma lista de ingredientes extensa, mas 4 deles parecem ser subprodutos da fabricação de água de rosas. Até agora estou bastante satisfeita com a utilização, o cheiro e a sensação são agradáveis mas, como com as outras águas caras, não noto grande diferença*.

 

Eau florale à la Rose biologique, SO'BIO étic (aprox 9€)

E em terceiro outra marca de água de rosas que havia disponível na minha farmácia (e que eu não comprei).

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ROSA DAMASCENA FLOWER WATER – água de rosas, a verdadeira

 

DEHYDROACETIC ACID – conservante

 

BENZYL ALCOHOL – fragrância e conservante

 

 AQUA / WATER – outra vez, um frasco de 200ml não se enche sozinho

 

CITRONELLOL – fragrância. Naturalmente presente no óleo essencial de rosas, este ingrediente parece ser um subproduto da produção de água de rosas. 

 

GERANIOL – conservante. Naturalmente presente no óleo essencial de rosas, este ingrediente parece ser um subproduto da produção de água de rosas.

 

Tem menos ingredientes, e a água apenas aparece em quarto lugar na lista de ingredientes. Os conservantes estão em segundo e terceiros lugares o que indica uma maior quantidade.

 

Produtos alternativos

Para a próxima vou testar uma água de lavanda, porque li que regula a produção de sebo.

 

(*) depois de 9 meses a devotada à cosmética, não acho que produtos individuais tenham um impacto dramático. Penso que o segredo para uma boa pele, é uma rotina completa, aplicada consistentemente, que leva a melhorias incrementais. Para mim que me olho ao espelho todos os dias a diferença não é notória, mas para quem só me vê de 6 em 6 meses a minha pele está muito melhor.

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O que é? 

Um fundo de emergência é um airbag financeiro. É uma reserva de dinheiro para fazer face às emergências que podem ser resolvias com dinheiro. É também uma fonte de fundos para aqueles que têm rendimentos variáveis, e precisam de continuar a viver nos meses em que recebem menos.

 

Porquê? 

Porque ter uma reserva de dinheiro aumenta a tranquilidade.

 

É um grande redutor de stress saber que comida, teto e banhos regulares estão assegurados, mesmo que haja uma diminuição súbita de rendimentos, um acidente, desemprego, despesas de saúde inesperadas, visitas de urgência a família & amigos que estão longe, reparações do carro ou da casa, etc.

 

Para mim que sou emigrante, é particularmente importante saber que o custo de um bilhete de última hora não me vai impedir de estar próximo dos meus em caso de urgência.  

 

Como? 

Calculem as despesas mensais que têm mesmo de pagar. Eu incluo renda/ prestação casa, outras prestações (por exemplo do carro), contas regulares (agua, luz, internet, telefones), comida, transporte, gasóleo, etc. A finalidade é determinar um montante com o qual se sintam confortáveis a viver durante um mês. 

 

Multipliquem este montante pelo número de meses que querem sobreviver sem rendimentos. Os expertos aconselham ter um montante equivalente a 3 a 6 meses de despesas.

 

O fundo de emergência pode ser guardado de várias formas. Debaixo do colchão é uma opção mas, para quem confia no sistema bancário, o melhor é deposita-lo numa conta facilmente acessível, que possa ser mobilizada a qualquer momento. O ideal é que o fundo de emergência esteja numa conta separada da usada para despesas correntes, para que haja uma barreira psicológica que impeça o uso deste dinheiro de forma leviana. 

 

Dois últimos pontos 

Caso o fundo de emergência seja utilizado, o montante deve ser reposto o mais rapidamente possível.

 

A maior parte da literatura que tenho analisado sobre finanças pessoais e independência financeira é escrita por americanos que não têm o luxo de ter uma verdadeira segurança social. Na Europa estamos mais protegidos e, nalguns casos, podemos contar com o airbag do governo (pago pelos nossos impostos). 

 

Como já dizia a minha avó:

O dinheiro não é de quem o ganha, é de quem

 

Nos últimos seis meses esforcei-me. Apesar do meu magro salário consegui construir um pequeno fundo de emergência. Atingi uma taxa de poupança de 16%, superior à taxa de poupança média na UE de 10%.  Mesmo assim, ao ler online sobre independência financeira e reforma antecipada (FIRE em inglês), descobri que há pessoas que têm filhos e empréstimos à habitação e mesmo assim conseguem ter taxas de poupança superiores a 50% .  

 

Como o meu salário duplicou (adeus vida de estagiária) e eu conto manter um estilo de vida semelhante com apenas algumas viagens a mais, espero atingir uma taxa de poupança de 50% e aumentar em 6 vezes o montante poupado mensalmente. O destino imediato desta poupança é o meu fundo de emergência. Preciso de saber que tenho uma almofada onde cair senão não estou descansada e consigo stressar toda a gente à minha volta.  

 

Para calcular o tamanho do meu fundo de emergência comecei por calcular as despesas médias para me manter viva. Como anoto todas a minhas despesas no TOSHL e tenho uma tag exclusiva para despesas de vida obtive o valor automaticamente. Na verdade, até fiquei surpreendida porque é mais baixo do que aquilo que eu tinha estimado. 

 

Multipliquei o as minhas despesas-para-continuar-viva por 3, o valor mínimo recomendado, e encontrei o objetivo-magro para o meu fundo de emergência. Não é um valor intimidante e já tenho mais de metade do montante poupado. O objetivo é rechear o fundo de emergência-magro até agosto.  

 

Como o valor magro do fundo de emergência não me deixa muito descansada, decidi calcular o montante do fundo-de-emergência-gordo. Simplesmente multipliquei o meu salário liquido por 3. O meu objetivo é ter este montante na minha conta poupança até janeiro.  

 

Por último, para não me esquecer de quais são os meus objetivos e de quando os quero alcançar, escrevi os dois números na folha de Excel que utilizo para fazer a minha reunião monetária. Assim olho para eles todos os meses e faço a transferência para a minha conta poupança em conformidade.  

 

Têm fundo de emergência? 

 

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O conceito de cápsula não é novo neste blog. Também já tinha explicado como organizo o meu guarda roupa para o trabalho. Para adaptar a cápsula à meteorologia, quando a estação começa a mudar vou adicionado (ou subtraindo) algumas peças ao meu guarda roupa até ao dia em que acho que o tempo já esta suficientemente estabilizado para rever a cápsula completamente. 

 

Foi o que aconteceu na semana passada. Com temperaturas consistentemente acima dos 10°C e os conteúdos da arrecadação aos montes pelos cantos dentro do apartamento, decidi rever e editar a minha cápsula. O primeiro passo foi lavar e tirar os borbotos à minha roupa invernal. Depois, dobrei-a e arrumei-a num sitio fora de vista, pronta para ser desempacotada quando o inverno chegar. Estando a roupa de inverno arrumada apenas sobrou a de verão. Foi um prazer redescobrir a roupa que estava dentro das caixas, um misto entre reencontrar um velho amigo e descobrir algo novo.

 

Como de costume, utilizei alguns critérios para escolher a roupa:   

  • Roupa em que me sinta física e psicologicamente confortável
  • Roupa que se adeque ao dresscode do escritório (que é muuuuito flexível) 
  • Suficiente peças para não andar sempre a lavar roupa, mas não demasiadas para ficar paralisada com excesso de escolhas.  
  • Evitar ao máximo roupa que tenha de ser passada a ferro 

 

E aqui está o resultado (numa tabela, porque tenho demasiada preguiça para tirar fotos):

tabela roupa.PNGFaltam-me algumas peças para completar esta cápsula e vou aproveitar o inicio dos saldos e a chegada do meu salário para as comprar.

  • Um par de calças adicional, de preferência fresco e de uma só cor
  • Um t-shit branca, de decote em V, de algodão de boa qualidade
  • Mais uma t-shirt para o trabalho, se encontrar alguma coisa de jeito 
  • Estou a refletir se me dou ao trabalho de procurar umas sandálias ou não 

 

Para o resto da minha vida, tenho roupa suficiente. Nestes saldos a prioridade máxima é encontrar uns jeans pretos e justos. Depois se encontrar um vestido longo bonito ou uma t-shirt, interessantes e a bom preço, pode ser que os compre.  

 

E vocês, qual é o vosso plano de ataque para os saldos? 

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Tenho me vindo a aperceber da enorme quantidade de resíduos que faço. Quando mudei de casa fiquei chocada com a quantidade de tralhas que deitei fora. Algumas delas em bom estado, outras perfeitamente inúteis, mas que acabaram todas num aterro algures no Planeta Terra.  

 

Eu até tenho bons exemplos à minha volta. Sempre se fez reciclagem e compostagem na casa dos meus pais, e sempre ouvi o meu Pai dizer "Não devemos comprar lixo". Um dos meus irmãos até se está a aproximar de se tornar desperdício-zero. 

 

Apesar dos bons exemplos, a gota de água que me despertou para a necessidade de levar uma vida mais ecológica, foi uma colega de trabalho que faz a própria pasta de dentes. Eu pensei, se ela consegue ter uma vida com o mínimo de impacto possível para o Planeta eu também tenho que começar a fazer a minha parte. 

 

Comecei por inspirar-me. Vi alguns vídeos no Youtube sobre desperdício-zero. Li alguns artigos. Estava cheia de força de vontade. E depois fui de férias e a vontade passou.  Agora que estou de volta à normalidade, decidi dar um pequeno passo no sentido de levar uma vida mais ecológica. Comecei a reciclar.  

 

É uma má desculpa, mas  cores do ecoponto franceses são diferentes dos portugueses, e eu nunca me dei ao trabalho de aprender as diferenças. A verdade é que na minha terriola-adotada reciclar é ainda mais fácil que em Portugal. É lixo para um lado, vidros (ecoponto Verde) para o outro e tudo o que é reciclável vai para o mesmo ecoponto (Amarelo). E a desculpa é nula, porque os caixotes de reciclagem ficam literalmente a 30 metros da porta do meu edifício. 

  

O meu plano de ação foi o seguinte: 

1. Fui ao site da cidade, informei-me sobre as cores dos ecopontos e sobre quais os desperdícios que podem ser reciclados 

2. Pus um caixote de cartão dentro do armário do lava loiça destinado exclusivamente à reciclagem 

3. Tenho andado a mandar os lixos recicláveis para dentro do caixote 

 

Como desafios antevejo a falta de vontade para despejar o caixote no ecoponto amarelo (eu detesto despejar lixo) e educar o Momé sobre a importância da reciclagem, quais os resíduos que podem ser reciclados, e convence-lo a agir em conformidade.  

  

Para vos alegrar aqui estão algumas estatísticas sobre lixo & reciclagem: 

  • Em Portugal reciclam-se cerca de 30,4%  dos resíduos urbanos
  • Cada português produz em média 464,5 kg de lixo por ano
  • Em França reciclam-se cerca de 39,7% dos resíduos urbanos
  • Cada francês produz em média  501 kg de lixo por ano

 

Como sei que há alguns leitores no Brasil também pesquisei algumas estatísticas que os possam interessar:  

  • Em 2012, cada brasileiro produzia em média 383 kg de lixo ao por ano.
  • O estado onde se produz menos lixo per capita é Santa Catarina (295 kg/pessoa/ano) e aquele onde de produz mais lixo é o Distrito Federal (584 kg/ano/pessoa).

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Mesmo antes de saber que saber o que era o minimalismo eu já o era. Desde miúda que fazia destralhamentos anuais, que duravam o verão todo e que eram acompanhados de gritos de "incentivo" dos meus pais.

 

Descobri a filosofia do minimalismo quando comecei a pesquisar sobre a forma mais eficiente de andar vestida. Desde então li bastante sobre o assunto, vi documentários e cheguei à conclusão que para mim o minimalismo é ter apenas o que preciso. E que na verdade o que preciso não é assim tanto.

 

Sendo minimalista, tralha nos meus espaços é algo que dá comigo em maluca. Como na semana passada. Fiz mudanças desde Lyon até à minha terra atual. Consegui por os conteúdos de um apartamento mobilado dentro de um apartamento que já estava mobilado. Desde segunda feira que tenho uma cama no meio da sala de estar. Tinha tralhas, caixas e malas a montes pelos cantos, a minha mala de viagem semi desfeita e roupas atiradas para cima da cómoda. A tarefa de arrumar e limpar tudo parecia descomunal.

 

Procrastinei. Passei horas no sofá a vegetar sem comer. Tive de fazer uso do meu último resquício de força de vontade para decidir que só me ia deitar depois de arrumar a casa. Já era tarde, mas finalmente a bateria do meu portátil acabou e eu consegui libertar-me do poder gravitacional do sofá. Disse a mim própria que a perfeição é inatingível e que o objetivo era apenas tornar a casa habitável.

 

Movi tralhas de um lado para o outro, arrumei a roupa de inverno, varri o chão, arrumei a loiça lavada. Foi mais rápido do que tinha previsto. Ainda tenho tralhas a mais, ainda tenho que limpar a casa de banho e os vidros, mas estar em casa já não afeta a minha saúde mental.

 

Voltando ao minimalismo, como é que aquelas pessoas que vivem em casas minúsculas o fazem? Eu e o Momé nem temos assim tantas coisas, mas mesmo assim é difícil arrumar tudo nos nossos 36 m2. 

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