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Guia de como ser Senhora

Esta é a história de como me tornei senhora. Uma senhora a sério.

Guia de como ser Senhora

Esta é a história de como me tornei senhora. Uma senhora a sério.

Como aceitei a minha brancura

28.08.18, marttokas

Antes de ir de férias estava a pensar escrever um post sobre como bronzear, pensei mesmo em tomar suplementos para aproveitar ao máximo os 3 dias de praia que tive este ano. Rapidamente percebi que por muito dedicadamente que trabalhasse para o bronze, dificilmente ia conseguir ficar com um tom dourado-maravilhoso. Não é que eu seja tão branca que não consiga bronzear, mas desde que comecei a trabalhar, em vez de ir à praia, passo o verão em frente a um computador. Como resultado a minha cor mantém-se mais ou menos uniforme o ano todo.

 

Não aconteceu de um momento para o outro, mas este ano, ao aperceber-me da impossibilidade de me bronzear, decidi aceitar a minha cor. Espero que possam usar a mesma técnica que eu para aceitar a vossa brancura, ou outras características físicas com que não se sintam confortáveis.

 

Este método é totalmente não cientifico, fruto do acaso e da minha experiência.

 

1. Decidi que me quero aceitar como sou

Sou branca. Não vou conseguir mudar isto este ano. Vou aceitar a minha cor.

 

2. Vi uma pessoa feia* bronzeada

Eu vi uma colega de trabalho que não considero bonita extremamente bronzeada. Como o bronze não fez nada pela beleza dela comecei a associar na minha mente bronze = pouco bonito.

 

3. Vi imagens de pessoas que além de bonitas* são pálidas.

Não consegui voltar a encontrar, mas houve uma imagem especifica que me fez pensar que uma cor mais clara também é bonita. Foi aí que percebi que não faz mal ser branca.

 

4. Disse a toda a gente que me aceito como sou

Além de dizer à minha família que aceito a minha brancura, também tive de resistir aos infindáveis comentários sobre a minha falta de cor. E não me esqueci de usar protetor e de me pôr debaixo do chapéu quando o sol estava mais forte.

 

5. Tentei não me comparar com os outros

Principalmente não me comparar com a minha prima, que depois de 5 minutos ao sol fica com marcas de bikini.

 

 

Aceitar o meu corpo nem sempre é fácil. É um percurso que começou na adolescência e ainda não está terminado. Há alturas em que penso que aceitei completamente as minhas características físicas, e depois apercebo-me de qualquer coisa que me baixa a moral. No caso deste post, como sou branca o ano todo, só precisei de fazer um pequeno ajuste mental. Demorei bastante mais tempo a aceitar as minhas pernas, ou a sentir-me confiante com uma depilação menos que perfeita.

Aceito a minha brancura

Aceito o meu único (por enquanto) cabelo branco

Aceito que as minhas pernas tremam um bocadinho

Aceito que o meu cabelo seja encaracolado

Aceito os dedos das minhas mãos 

 

Não aceito o pelo que me nasce de um sinal do queixo. Cortei-o.

Não aceito os 3 kilos que tenho a mais. Comecei a ir ao ginásio 3 vezes por semana e estou, timidamente, a ajustar o meu plano alimentar.

Não aceito o meu acne. Aprendo sobre cosmética, sobre cuidados com o rosto e ponho em pratica o qu aprendo.

 

A vida é muito mais agradável se achar que o reflexo que o espelho me devolve é bonito e maravilhoso. Portanto, ou mudo ou me aceito como são.

 

*o bonito e o feio são muito relativos

O Jogo do Dinheiro, Tony Robbins

03.08.18, marttokas

Decidi fazer uma review do livro O Jogo do Dinheiro de Tony Robbin, porque me forcei a ler 600 páginas e quero que outros beneficiem do livro sem ter de passar pelo mesmo tormento.

O-Jogo-de-Dinheiro.jpg

Eu achei o livro repetitivo, com muita palha, exemplos anedóticos e material que só interessa a americanos.  Como não leio sobre finanças para ser entretida, prefiro livros com conteúdo mais denso. Apenas recomendo este livro para quem é iniciante no caminho da independência financeira, gosta de material levezinho e tem resistência para ler 600 páginas.

 

Apesar de tudo, aprendi algumas coisas. Escrevi 6 páginas de notas e esquemas sobre a minha visão sobre independência financeira, defini objetivos numéricos e fiquei com ideias concretas em relação a uma futura alocação de ativos (em que me vou focar depois de encher o meu fundo de emergência).

 

Para quem tem o livro disponível e está a ter dificuldade em percorrer as 600 páginas, deixo a lista dos capítulos que considero fundamentais. Para alguns capítulos escrevi um pequeno resumo, porque achei que a informação neles contida era excecional e que valia a pena partilhar os pontos mais interessantes.

 

O jogo do dinheiro, Tony Robbins – capítulos selecionados

 

Capítulo 2.1 Mito 1: A mentira dos 13 biliões, investe connosco vamos vencer o mercado

 

Capítulo 2.2 Mito 2: "As nossas comissões? São um pequeno preço a pagar!"

 

Capítulo 3.1 Qual é o preço dos teus sonhos: torna o jogo ganhável

 

Capítulo 3.3 Acelera 1: Poupa mais e investe  a diferença

 

Secção 4 Faz a mais importante decisão de investimento da tua vida.

Este capítulo é sobre alocação de ativos. Como eu nunca tinha lido sobre o assunto, este foi o capítulo que me trouxe mais valor. Depois de o ler e de explorar alguns assuntos específicos ao pais onde vivo no Reddit, desenhei um plano concreto, que inclui as classes de ativos onde quero investir, as percentagem a alocar a cada tipo de ativo, os produtos que vou escolher e a prioridade com que investir em cada produto.

 

Capítulo 6.2 David Swensen 23,9 mil milhões de dólares de trabalho voluntário

Este capitulo é um sumario rápido do livro e explica as bases da independência financeira. O Sr. Swensen tem gerido com sucesso o fundo de doações da Universidade Yale de $25.4 biliões e, apesar da enormidade do fundo que gere, na entrevista David Swensen transparece ser alguém devotado ao trabalho, não pelo dinheiro mas pelo sentido de serviço.

 

Capítulo 6.5 Paul Tudor Jones: O Robin Wood dos tempos modernos

Capítulo 6.10 Maec Faber: o bilionário que chamavam dr. fim do mundo 

Capítulo 6.11 Charles Schwab: falando com Chuck o intermediário do povo

Capítulo 6.12 Sir John Templeton: O maior investidor do século XX?

 

Para além dos capítulos listados acima quero partilhar convosco 3 frases. Foram frases que que alteraram subtilmente a forma como vejo o mundo, o que é um feito.

 

"Mas o problema é o seguinte, toda a gente diz "vou dar quando estiver melhor". E eu também costumava pensar assim. Mas posso-te garantir o seguinte: mereces começar desde já, mesmo que penses que não estas pronto. Mesmo que penses que não tens nada para dar. Porquê? Porque (…) se não deres 10 cêntimos num dólar, não vais dar 1 milhão em 10 milhões , ou 10 milhões em 100 milhões".

 

Esta frase ressoou comigo. Eu estive na fase "vou dar quando estiver melhor" durante muito tempo, apesar de intelectualmente reconhecer a importância de dar. Com a leitura do O Jogo do Dinheiro percebi que a melhor altura para doar é agora. Enquanto não tenho um a estratégia efetiva para tornar doações parte da minha rotina (por exemplo com o Kiva), decidi começar por dar 10 euros no peditório da minha igreja. Pode não ser muito, mas ao menos fiz uma ação concreta. Confesso que na hora ainda tive alguns pensamentos de indecisão, mas depois forcei-me a deixar cair a minha nota desde a carteira até ao cesto do ofertório.

 

"Depois de dominar o tempo, vais entender como é verdade que a maioria das pessoas sobrestima o que pode realizar num ano - e subestima o que pode conseguir numa década!"

 

Este é um pensamento que já me tinha ocorrido há algum tempo. Para mim, a melhor maneira de atingir objetivos de longo prazo, é fazer pequenas ações regularmente que resultam em melhorias incrementais. Uma grande decisão, que requere um grande esforço, normalmente não leva a mudanças duradouras e sustentáveis.

 

Por exemplo, eu quero ter uma pele sem imperfeições. É impossível ter uma pele perfeita de um dia para o outro (eu já tentei e não resultou). A solução que funciona a longo prazo é desenhar uma rotina adequada, e implementa-la consistentemente. Desde que dedique algum tempo à minha pele de manhã e à noite, posso abstrair-me do objetivo final (que só se concretizará daqui a meses) e aproveitar o caminho.

 

Por exemplo eu quero ter um fundo de emergência de um determinado montante. Em vez de fazer um sacrifício enorme num mês, ou agonizar perante o meu baixo nível de poupanças posso por de lado X euros por mês. Assim crio um hábito de poupança mensal e quando for a dar por ela o meu fundo de emergência vai estar cheio. 

 

prática de gratidão diária do Tony Robbins.

 

Esta prática permite focar a mente nas coisas boas da vida, nos grandes objetivos e remove as "ervas daninhas" dos maus pensamentos. Foi uma das partes melhores do livro porque o Sr. Robbins escreve sobre aquilo em que é realmente bom: coaching. Estou a pensar testar esta prática durante 10 dias. Vocês querem que eu reporte a minha experiência aqui no blog?  

 

Obrigado irmão por me emprestares o livro.