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Ser Senhora

Esta é a história de como me tornei Senhora. Uma Senhora a sério.

Ser Senhora

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O Jogo do Dinheiro, Tony Robbins

Agosto 03, 2018

Decidi fazer uma review do livro O Jogo do Dinheiro de Tony Robbin, porque me forcei a ler 600 páginas e quero que outros beneficiem do livro sem ter de passar pelo mesmo tormento.

O-Jogo-de-Dinheiro.jpg

Eu achei o livro repetitivo, com muita palha, exemplos anedóticos e material que só interessa a americanos.  Como não leio sobre finanças para ser entretida, prefiro livros com conteúdo mais denso. Apenas recomendo este livro para quem é iniciante no caminho da independência financeira, gosta de material levezinho e tem resistência para ler 600 páginas.

 

Apesar de tudo, aprendi algumas coisas. Escrevi 6 páginas de notas e esquemas sobre a minha visão sobre independência financeira, defini objetivos numéricos e fiquei com ideias concretas em relação a uma futura alocação de ativos (em que me vou focar depois de encher o meu fundo de emergência).

 

Para quem tem o livro disponível e está a ter dificuldade em percorrer as 600 páginas, deixo a lista dos capítulos que considero fundamentais. Para alguns capítulos escrevi um pequeno resumo, porque achei que a informação neles contida era excecional e que valia a pena partilhar os pontos mais interessantes.

 

O jogo do dinheiro, Tony Robbins – capítulos selecionados

 

Capítulo 2.1 Mito 1: A mentira dos 13 biliões, investe connosco vamos vencer o mercado

 

Capítulo 2.2 Mito 2: "As nossas comissões? São um pequeno preço a pagar!"

 

Capítulo 3.1 Qual é o preço dos teus sonhos: torna o jogo ganhável

 

Capítulo 3.3 Acelera 1: Poupa mais e investe  a diferença

 

Secção 4 Faz a mais importante decisão de investimento da tua vida.

Este capítulo é sobre alocação de ativos. Como eu nunca tinha lido sobre o assunto, este foi o capítulo que me trouxe mais valor. Depois de o ler e de explorar alguns assuntos específicos ao pais onde vivo no Reddit, desenhei um plano concreto, que inclui as classes de ativos onde quero investir, as percentagem a alocar a cada tipo de ativo, os produtos que vou escolher e a prioridade com que investir em cada produto.

 

Capítulo 6.2 David Swensen 23,9 mil milhões de dólares de trabalho voluntário

Este capitulo é um sumario rápido do livro e explica as bases da independência financeira. O Sr. Swensen tem gerido com sucesso o fundo de doações da Universidade Yale de $25.4 biliões e, apesar da enormidade do fundo que gere, na entrevista David Swensen transparece ser alguém devotado ao trabalho, não pelo dinheiro mas pelo sentido de serviço.

 

Capítulo 6.5 Paul Tudor Jones: O Robin Wood dos tempos modernos

Capítulo 6.10 Maec Faber: o bilionário que chamavam dr. fim do mundo 

Capítulo 6.11 Charles Schwab: falando com Chuck o intermediário do povo

Capítulo 6.12 Sir John Templeton: O maior investidor do século XX?

 

Para além dos capítulos listados acima quero partilhar convosco 3 frases. Foram frases que que alteraram subtilmente a forma como vejo o mundo, o que é um feito.

 

"Mas o problema é o seguinte, toda a gente diz "vou dar quando estiver melhor". E eu também costumava pensar assim. Mas posso-te garantir o seguinte: mereces começar desde já, mesmo que penses que não estas pronto. Mesmo que penses que não tens nada para dar. Porquê? Porque (…) se não deres 10 cêntimos num dólar, não vais dar 1 milhão em 10 milhões , ou 10 milhões em 100 milhões".

 

Esta frase ressoou comigo. Eu estive na fase "vou dar quando estiver melhor" durante muito tempo, apesar de intelectualmente reconhecer a importância de dar. Com a leitura do O Jogo do Dinheiro percebi que a melhor altura para doar é agora. Enquanto não tenho um a estratégia efetiva para tornar doações parte da minha rotina (por exemplo com o Kiva), decidi começar por dar 10 euros no peditório da minha igreja. Pode não ser muito, mas ao menos fiz uma ação concreta. Confesso que na hora ainda tive alguns pensamentos de indecisão, mas depois forcei-me a deixar cair a minha nota desde a carteira até ao cesto do ofertório.

 

"Depois de dominar o tempo, vais entender como é verdade que a maioria das pessoas sobrestima o que pode realizar num ano - e subestima o que pode conseguir numa década!"

 

Este é um pensamento que já me tinha ocorrido há algum tempo. Para mim, a melhor maneira de atingir objetivos de longo prazo, é fazer pequenas ações regularmente que resultam em melhorias incrementais. Uma grande decisão, que requere um grande esforço, normalmente não leva a mudanças duradouras e sustentáveis.

 

Por exemplo, eu quero ter uma pele sem imperfeições. É impossível ter uma pele perfeita de um dia para o outro (eu já tentei e não resultou). A solução que funciona a longo prazo é desenhar uma rotina adequada, e implementa-la consistentemente. Desde que dedique algum tempo à minha pele de manhã e à noite, posso abstrair-me do objetivo final (que só se concretizará daqui a meses) e aproveitar o caminho.

 

Por exemplo eu quero ter um fundo de emergência de um determinado montante. Em vez de fazer um sacrifício enorme num mês, ou agonizar perante o meu baixo nível de poupanças posso por de lado X euros por mês. Assim crio um hábito de poupança mensal e quando for a dar por ela o meu fundo de emergência vai estar cheio. 

 

prática de gratidão diária do Tony Robbins.

 

Esta prática permite focar a mente nas coisas boas da vida, nos grandes objetivos e remove as "ervas daninhas" dos maus pensamentos. Foi uma das partes melhores do livro porque o Sr. Robbins escreve sobre aquilo em que é realmente bom: coaching. Estou a pensar testar esta prática durante 10 dias. Vocês querem que eu reporte a minha experiência aqui no blog?  

 

Obrigado irmão por me emprestares o livro.

As Senhoras são Milionárias – Fundo de Emergência

Julho 10, 2018

O que é? 

Um fundo de emergência é um airbag financeiro. É uma reserva de dinheiro para fazer face às emergências que podem ser resolvias com dinheiro. É também uma fonte de fundos para aqueles que têm rendimentos variáveis, e precisam de continuar a viver nos meses em que recebem menos.

 

Porquê? 

Porque ter uma reserva de dinheiro aumenta a tranquilidade.

 

É um grande redutor de stress saber que comida, teto e banhos regulares estão assegurados, mesmo que haja uma diminuição súbita de rendimentos, um acidente, desemprego, despesas de saúde inesperadas, visitas de urgência a família & amigos que estão longe, reparações do carro ou da casa, etc.

 

Para mim que sou emigrante, é particularmente importante saber que o custo de um bilhete de última hora não me vai impedir de estar próximo dos meus em caso de urgência.  

 

Como? 

Calculem as despesas mensais que têm mesmo de pagar. Eu incluo renda/ prestação casa, outras prestações (por exemplo do carro), contas regulares (agua, luz, internet, telefones), comida, transporte, gasóleo, etc. A finalidade é determinar um montante com o qual se sintam confortáveis a viver durante um mês. 

 

Multipliquem este montante pelo número de meses que querem sobreviver sem rendimentos. Os expertos aconselham ter um montante equivalente a 3 a 6 meses de despesas.

 

O fundo de emergência pode ser guardado de várias formas. Debaixo do colchão é uma opção mas, para quem confia no sistema bancário, o melhor é deposita-lo numa conta facilmente acessível, que possa ser mobilizada a qualquer momento. O ideal é que o fundo de emergência esteja numa conta separada da usada para despesas correntes, para que haja uma barreira psicológica que impeça o uso deste dinheiro de forma leviana. 

 

Dois últimos pontos 

Caso o fundo de emergência seja utilizado, o montante deve ser reposto o mais rapidamente possível.

 

A maior parte da literatura que tenho analisado sobre finanças pessoais e independência financeira é escrita por americanos que não têm o luxo de ter uma verdadeira segurança social. Na Europa estamos mais protegidos e, nalguns casos, podemos contar com o airbag do governo (pago pelos nossos impostos). 

 

Como já dizia a minha avó:

O dinheiro não é de quem o ganha, é de quem

 

Nos últimos seis meses esforcei-me. Apesar do meu magro salário consegui construir um pequeno fundo de emergência. Atingi uma taxa de poupança de 16%, superior à taxa de poupança média na UE de 10%.  Mesmo assim, ao ler online sobre independência financeira e reforma antecipada (FIRE em inglês), descobri que há pessoas que têm filhos e empréstimos à habitação e mesmo assim conseguem ter taxas de poupança superiores a 50% .  

 

Como o meu salário duplicou (adeus vida de estagiária) e eu conto manter um estilo de vida semelhante com apenas algumas viagens a mais, espero atingir uma taxa de poupança de 50% e aumentar em 6 vezes o montante poupado mensalmente. O destino imediato desta poupança é o meu fundo de emergência. Preciso de saber que tenho uma almofada onde cair senão não estou descansada e consigo stressar toda a gente à minha volta.  

 

Para calcular o tamanho do meu fundo de emergência comecei por calcular as despesas médias para me manter viva. Como anoto todas a minhas despesas no TOSHL e tenho uma tag exclusiva para despesas de vida obtive o valor automaticamente. Na verdade, até fiquei surpreendida porque é mais baixo do que aquilo que eu tinha estimado. 

 

Multipliquei o as minhas despesas-para-continuar-viva por 3, o valor mínimo recomendado, e encontrei o objetivo-magro para o meu fundo de emergência. Não é um valor intimidante e já tenho mais de metade do montante poupado. O objetivo é rechear o fundo de emergência-magro até agosto.  

 

Como o valor magro do fundo de emergência não me deixa muito descansada, decidi calcular o montante do fundo-de-emergência-gordo. Simplesmente multipliquei o meu salário liquido por 3. O meu objetivo é ter este montante na minha conta poupança até janeiro.  

 

Por último, para não me esquecer de quais são os meus objetivos e de quando os quero alcançar, escrevi os dois números na folha de Excel que utilizo para fazer a minha reunião monetária. Assim olho para eles todos os meses e faço a transferência para a minha conta poupança em conformidade.  

 

Têm fundo de emergência? 

 

As Senhoras são Milionárias - Reunião Monetária

Maio 04, 2018

Hoje trago-vos um post curto sobre um hábito que implementei nestes últimos meses. Chamo-lhe reunião monetária, e é simplesmente um momento entre mim e as minhas contas bancárias.

 

No final do mês, assim que recebo o meu salário, sento-me num local calmo e faço o seguinte:

  1. Registo o meu salário no Toshl
  2. Ainda no Toshl, olho para as despesas do mês e analiso as diferentes rubricas, faço um controlo do montante que gastei em comida e em experiências de vida.
  3. Preparo um ficheiro Excel onde aponto o meu salário, as despesas regulares, o saldo que tenho de pagar do cartão de crédito, e despesas extraordinárias do mês em questão (idas ao medico, viagens, desporto, prendas, etc). No final fico com uma ideia do que vou gastar e consigo decidir que montante poupar.
  4. Entro na minha conta bancaria e faço o seguinte:

     - Pago a mim própria*

     - Pago todas as contas que não estão em debito direto (no meu caso é apenas a renda)

     - Pago o saldo do cartão de credito

  1. Olho para a minha conta bancária e fico deprimida com o que resta para o resto do mês

 

(*) Pagar a mim própria primeiro

Isto significa que eu sou a pessoa mais importante. De todas as despesas que faço, de todas as contas que tenho de pagar o compromisso mais importante é para comigo mesma. Isto significa que o primeiro pagamento que faço no mês é para a minha conta poupança. Mesmo que seja apenas um pequeno montante, sei que ao pagar a mim mesma primeiro dei mais um passo de encontro à independência financeira.

As Senhoras são Milionárias - Anotar as Depesas

Abril 04, 2018

É fácil pensar em independência financeira, sobretudo se for sobre conceitos abstratos e motivações. Pensar é importante, sonhar é importante e é também importante definir razões e porquês. Mas agora que esta fase introdutória esta concluída é preciso passar à ação.

 

Hoje proponho que começem a anotar as vossas despesas. Tal como uma empresa tem um sistema para registar todos os custos e proveitos (também conhecido como contabilidade), nós como indivíduos também precisamos de ter um sistema para apontar despesas e rendimentos. 

 

Podem optar por várias ferramentas:

 

1. Apontar tudo num caderno 

Há quem goste do analógico. Eu já tentei algumas vezes, mas não dá para classificar despesas, fazer análises, ou somar tudo com facilidade. 

 

2. Usar Excel 

Muito flexível, dá para fazer análises e gráficos. O único senão é que é preciso esperar até estar em casa para apontar tudo e alguns gastos podem ser esquecidos.

 

3. Usar uma aplicação  

Para mim esta a solução mais conveniente. Podem apontar as despesas na hora, ou mesmo sincronizar automaticamente com a vossa conta bancária.  

a) TOSHL - é a aplicação que eu uso. Tenho acesso ao TOSHL no meu computador ou no telemóvel. Com a  versão gratuita, as despesas têm de ser registadas manualmente, apenas dá para seguir os custos de um orçamento e seguir duas contas em simultâneo.  

b) Boonzi - tem uma versão gratuita de 30 dias e depois é necessário pagar 35.91€. É uma aplicação portuguesa, que é compatível com a maioria dos bancos nacionais. Os dados vêm de extratos bancários (mais fácil do que apontar tudo) e as despesas são categorizadas automaticamente.  

c) Outros - No Google Play existem dezenas de aplicações de finanças pessoais, apenas têm de encontrar uma que gostem e utilizem regularmente. 

 

A minha sugestão para o mês de Abril é que comecem a apontar todas as vossas despesas.  

 

Automotive (1).png

 

Se algum dos 6 leitores deste blog fizer um comentário demonstrando interesse, faço um post a explicar como uso o Toshl ou como fiz o Momé usar o Boonzi.  

As Senhoras são Milionárias - Motivação

Março 06, 2018

Tal como para qualquer outra mudança de estilo de vida, antes de começar a jornada para a independência financeira é importante ter motivações claras. É importante encontrar um porquê que dê força nos momentos em que a motivação escasseia e que assegure que estamos a seguir o rumo certo, mesmo que ninguém compreenda as nossas escolhas.

 

Sugiro que façam o exercício descrito a baixo e que tomem algumas notas. Quando precisarem de motivação extra, podem sempre voltar ao que escreveram.

 

1. Pensem na vossa vida até aos dias de hoje

Qual é a vossa relação com o dinheiro? Em que alturas é que o dinheiro foi um constrangimento? Que escolhas deixaram de fazer? Em que momentos foi uma fonte de stress? Pelo lado positivo, em que situações é que o dinheiro foi uma fonte de alegria? Em que momentos sentiram o dinheiro proporcionou alivio?

 

2. Leiam os post de Fevereiro com atenção

 

3. Imaginem a vossa vida se fossem financeiramente independentes

Que sentimentos associam à independência financeira? Como seria uma vida sem stress financeiro e sem preocupações em pagar contas? Como ir iriam ocupar o vosso tempo? Continuariam no mesmo emprego? Que sonhos adiados iriam realizar?

 

4. Escrevam as vossas motivações para atingir a independência financeira

 

Só posso mudar minha vida. Ninguém pode fazer

 

Eu sempre tive uma vida confortável. Vivo num apartamento suficientemente grande para dois, com varanda, banheira e móveis modernos de madeira maciça. Como todos os dias comida nutritiva, saudável e saborosa (dentro das minhas limitações culinárias). Tenho calçado e roupa bonita & confortável em quantidade suficiente. Não tenho carro, mas posso caminhar para o trabalho ou para o centro da cidade em menos de 15 minutos. Se quiser viajar até mais longe posso apanhar um comboio, um autocarro, uma bicicleta ou uma boleia. Consigo voltar a Portugal com a frequência desejada (graças a paitrocínios).

 

Se tivesse mais rendimentos o que ia mudar?

  • Comprava mais algumas roupas (camisola de merino vermelha e casaco de penas da Uniqlo)*
  • Viajava mais
  • Comprava um Kobo e um telemóvel melhorzinho
  • Tinha alguém a fazer limpeza uma vez por semana

 

No fundo, nada fundamental ia mudar. Os pontos referidos a cima, podem ser atingidos com o meu nível atual de rendimentos, apenas necessitam de um pouco de planeamento e organização. Claro que um aumento de rendimentos será sempre bem-vindo, mas a verdade é que comprar mais coisas não vai influenciar ou meu nível de conforto ou de felicidade. Daí que o meu objetivo não seja ser milionária, como já tinha escrito anteriormente, mas sim ser financeiramente independente. 

 

Agora, quando for financeiramente independente, o que vai mudar?

¤ Não serei dependente de nada nem ninguém para fazer face às minhas despesas

¤ Se algo menos bom acontecer terei dinheiro suficiente

¤ Posso esperar até encontrar um emprego que goste verdadeiramente

¤ Terei liberdade para poder viajar / estudar / fazer voluntariado quando me apetecer

 

Como podem ler, as minhas motivações para atingir a independência financeira são muito mais fortes que simplesmente comprar mais coisas. Para mim independência financeira significa Liberdade e Segurança.

 

Liberdade para poder escolher, sem que o dinheiro seja um constrangimento. Liberdade para fazer períodos de “mini-reforma”. Liberdade para escolher empregos estranhos, sem que a remuneração seja um fator de escolha.

 

Segurança porque sei o meu nível de vida está assegurado. Segurança porque sei que no futuro terei uma reforma, mesmo que o Estado não me pague. Segurança porque sei posso voltar a Portugal numa emergência, ou pagar uma despesa médica, ou ajudar um familiar. 

 

Se a independência financeira me vai fazer mais feliz? Não sei. Mas espero que me traga paz de espírito e liberdade.

 

(*) Entre o momento em que escrevi o primeiro rascunho do post e hoje comprei estas duas peças.

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