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Ser Senhora

Esta é a história de como me tornei Senhora. Uma Senhora a sério.

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Aventuras de uma Senhora: Desafios

Março 29, 2019

Desafio (quase) concluído

 

Em Março (que esta quase a acabar) propus-me a passar o mês inteiro sem comer doces. Mais especificamente açucares processados, porque continuei a comer fruta e aspartame (nas pastilhas). Falhei. Falhei, mas pelo menos apercebi-me do quão enraizada está a cultura do açúcar, doces e sobremesas, na nossa sociedade. Passei o mês de a dizer não. Não obrigado. Estou a tentar evitar açúcar. Dizer não a mim própria quando via as pessoas à minha volta a comer brownies. Dizer não quando via os bolos e tartes na padaria quando vou comprar pão. Dizer não a corredores inteiros do supermercado. Mesmo assim, apesar de todos os nãos, acabei por comer açúcar em quatro ocasiões:

 

  1. Pequeno almoço de despedida de uma colega. Porque é falta de empatia não partilhar o pequeno almoço (aka croissant) quando um colega próximo se vai embora.
  2. Limonada no restaurante. Porque sempre que vou àquele restaurante peço uma limonada e, quando me apercebi, já tinha bebido metade da garrafa. Como de qualquer forma ia pagar, e o mal já estava feito, bebi o que restava até ao fim.
  3. Outro pequeno almoço de despedida. Desta vez eram bolos caseiros. A bem dos bons relacionamentos laborais tive de provar um dos bolos. E à tarde, como estava cheia de fome e comi bolo outra vez.
  4. Uma bebida de morango e gelo. Na minha inocência achei que por ser de fruta não ia ter açúcar adicionado. Erro crasso.

 

Até nos meus sonhos falhei. Em 30 dias sonhei duas vezes que comia açúcar, uma vez chocolate, e a outra um Paris Brest (que é uma sobremesa de que eu nem gosto assim tanto). Claro que mesmo em sonhos me lembro que não é suposto comer açúcar e, de cada uma das vezes, arrependi-me e senti-me mal comigo mesma por falhar. Acho que me culpabilizei mais em sonhos do que na vida real.

 

O mais difícil durante este desafio não foram os dias de semana normais. O difícil mesmo foi estar a passear fora de casa e ter vontade de comer um lanchinho. Na maior parte dos sítios as únicas opções disponíveis são coisas açucaradas. E o pior mesmo é ver os outros a pedir sobremesas de ótimo aspeto e eu ficar a aguar.

 

Para as próximas vezes, para evitar comer açúcar ou coisas-pouco-saudáveis, tenho que me prevenir com fruta e frutos secos. É o único lanche que me consigo lembrar que seja fácil a transportar e que dê muito pouco trabalho a preparar. Vocês têm outras ideias?

 

Para este post não ser só a falar da minha vida, aqui estão duas estatísticas interessantes:

 

  • Um português consome em média 31 quilos de açúcar por ano (fonte: INE)

 

  • Os franceses são ainda mais gulosos que nós e consomem 35 quilos por ano por pessoa  (fonte: franceinfo)

The+Awkward+Yeti+-+carbs.jpeg

(Para trás hidratos, não vou ser tentado pelo vosso canto da sereia / Diabólico)

Daqui

Desafio em curso

Desde o primeiro dia da Quaresma que estou a escrever um diário. É um diário um pouco particular que o José Gabriel partilhou aqui no blog, estou muito curiosa para ler tudo o que escrevi assim que a Quaresma acabar. Já vou a meio, até agora percebi que tenho muito poucas palavras para descrever sentimentos, que há assuntos de que não gosto de escrever em português, que as primeiras horas do meu dia influenciam quase tudo resto e que, quanto mais cansada estou, menos me lembro do que fiz durante o dia. Aqui está o meu monitoramento:

WhatsApp Image 2019-03-30 at 01.06.23.jpeg

Também já falhei duas vezes. Estava em Lyon e fui-me deitar tão tarde que o único pensamento coerente no meu cérebro era cama. Nem sequer me lembrei que era suposto escrever.

 

Desafio de Abril

Para Abril o meu desafio é de Finanças Pessoais. Ao contrario do ano passado em que apontei cuidadosamente todas as minhas despesas, este ano tenho sido uma baldas. Tenho andado a poupar aleatoriamente. Não olho para os preços das coisas antes de as comprar. Não tenho apontado quase nada do que gasto. Não doei nada este ano. O meu desafio é passar o mês a organizar, otimizar e automatizar o mais possível as minhas finanças.

 

Se tudo correu bem, vou partilhar aqui no blog as ações que for tomando. Podem juntar-se a mim 

3 comentários

  • Imagem de perfil

    marttokas 29.04.2019

    Obrigado pelo comentário e pela inspiração.


    1 - O que eu gosto mesmo de cozinhar são sobremesas, cozinho por sobrevivência mas sobremesas cozinho por prazer

    2 - Em 2016 tive 5 meses sem provar absolutamente nada doce, mas depois fui de férias e não consegui evitar o açúcar. Notei que durante esses meses a minha tensão andava baixíssima e fiquei super sensível aos doces (durante umas semanas...)

    3 - Obrigado pelas sugestões. Eu sugiro o livro "As Soluções Zonas Azuis" é sobre longevidade e também fala sobre alimentação. Fiz uma review aqui: https://bit.ly/2LdcntD

    4 - Li o "Cérebro de Farinha" o ano passado, o maior impacto na minha alimentação foi passar a comer mais cereais integrais e diminuir as massas.

    5 - Às vezes o meu irmão faz sobremesas-vegan-sem-açúcar e eu acho-as sempre um bocado deslavadas

    6 - Vou a supermercados mas evito corredores inteiros

    7 - Gostava um bocadinho de ser assim

    8 - Faço sobremesas magnificas mas cheias de açúcar

    9 - Ainda bem que encontraste uma forma de comer que se adapta a ti, em vez de seguires o "tradicional". Eu gosto de comer pouco durante o dia (pequeno almoço e almoço) porque sinto que me ajuda a estar focada e produtiva.

    10 - Fico feliz por ti!
  • Sem imagem de perfil

    Anónimo 02.05.2019

    Se calhar o teu irmão ainda não descobriu as sobremesas da fullyraw Kristina. Sugiro-vos que espreitem esse site/instagram/youtube. Já experimentei algumas daquelas tartes e tenho de roubar nas tâmaras e nas amoras, para não ficarem tão doces. Portanto, devem ser ao teu gosto. Roubando um bocado nas tâmaras são COMPLETAMENTE ao meu gosto.
    O meu namorado (que gosta de tudo menos de melão, ao qual deve até ser alérgico) pôs no seu top 3 das melhores goludices que já comeu uma das tartes da fullyraw Kristina.

    Descobri o teu blog no sapo na semana passada e estou a achar piada porque os desafios a que te propôes são os mesmos a que já me propus em 2014 e 2015 e que já estão integrados no meu dia a dia. A nossa eventual diferença é que talvez eu seja muito mais autocontrolada que tu e, por isso, as experiências são-me fáceis caso eu me motive para elas.

    A das finanças pessoais é-me também muito fácil dado que: sou forreta, sou simpatizante da causa ambientalista e, logo, pouco consumista, odeio casas atravancadas e vivo numa terra pequena, onde não não grande apelo ao consumo.
    Em 2013 comprei casa, ao mesmo tempo que o meu ordenado sofreu os cortes da crise. Eu, que não controlava as minhas finanças porque não tinha necessidade, passei a anotar tudo ao cêntimo desde maio de 2014, quando reparei que estava a gastar mais do que ganhava. Diria que me viciei na coisa, pois acabei de pagar a casa em 2016 e ainda não dispensei a minha tabela de gastos. Tinha pensado começar a fazê-la só ano sim ano não, mas ainda não consegui parar. Talvez seja porque ando a acrescentar as obras que não tive $ para fazer na época e continuo a precisar de controlar bem a minha conta. Talvez seja porque o meu ordenado está estanque há muitos anos e o custo de vida foi aumentando e é boa ideia que ande a par das minhas finanças pessoais.

    Boa sorte

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